Livro de Visitas


Lúgubre Archote


Artur Novais de Azevedo, ilustre professor liceal de Filosofia e poeta, nasceu em Castelo de Vide a 5 de Outubro de 1946, filho de Maria Helena Erhel Mendonça e de Manuel Maria Novais Azevedo.

Criado no seio seguro de uma abastada família de província, cedo se distinguiu de sua irmã, Úrsula, bem como dos numerosos primos e amigos que povoavam o jardim da casa dos Novais de Azevedo com sua alegria  e suas brincadeiras, pela digna timidez e rara postura de plácida observação.

À sua inclinação precoce para a poesia não terá sido alheia a convivência com Urszula Erhel, a poetisa avó materna, casada com Guilherme Sebastião Mendonça, que a resgatara da Polónia trazendo-a para o oásis lusitano. Mas também o avô paterno, grande amigo de Afonso António Viriato Guerra se dedicou, nos seus tempos de juventude, à poesia, bem como o faria mais tarde o espirituoso primo, por parte de sua mãe Maria Helena, Manuel Mendonça de Albuquerque, neto de Maria Inês.

Foi com este último, e também com o colega de faculdade Francisco Matta, oriundo este de um meio completamente diferente, que Artur Novais de Azevedo viveria o único interregno que se lhe conhece, entre o embriagador sofrimento da timidez da infância e a adolescência e o sufocado choque dos anos que se seguiram ao início da idade adulta.

Foram anos, quiçá, de não muito estudo mas de uma rara e saudável alegria; sãos momentos a equilibrar os pesados estudos de Filosofia, bem como as noites em branco em prol do empreendimento poético!

Em Coimbra receberia a obra poética de Artur Novais de Azevedo o primeiro sério estímulo na pessoa de Henrique Tomé Antunes que, amigo do Ramires Joaquim Gouveia, viria a conseguir a primeira publicação de um conjunto de poemas.

Artur Novais de Azevedo não chegaria a partir para o Ultramar, ficando eternamente devedor a Afonso Viriato Guerra, avô de Carlos Viriato Guerra, seu muito querido amigo de infância, que o livrou do serviço militar.

O 25 de Abril causar-lhe-ia um profundo desgosto, sendo conhecida a sua tentativa de suicídio em 1 de Maio de 1975, causada sobretudo pela perda de poder económico e consequente decadência do património familiar, da qual sairia ileso para grande júbilo da Literatura Portuguesa, que pode assim enriquecer-se com os seus dois únicos livros publicados, O Vinho dos Anos, (ANA Editores, 1987) e Antígona Moribunda (ANA Editores, 1998).

Artur Maria Novais de Azevedo [arturnovaisazevedo@hotmail.com] é um poeta de discreta e
rara dignidade. É pai de três filhas: Maria Artur, Ana Gabriela e Inês Maria. É casado com Maria Braga, mãe desta última. Vive em Lisboa.




Antígona Moribunda

Púlpito Solene do Vasto Vate Artur Maria Novais de Azevedo

 


Visitar a Homepage do Anel de Poesia

O Anel de Poesia é uma teia de sites e páginas sobre poesia na Internet, que usa o Webring. Você pode pular para o próximo site ou para o anterior, listar os próximos cinco, sortear um ao acaso ou listar todos... Se quiser inscrever seu site, faça-o aqui mesmo.

Anterior  •  Volta 2  •  Lista  •  Sorteio  •  Próximos 5  •  Pula 2  •  Próximo